É tempo da travessia; e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.

Romper não é fácil, porém, insuportável é continuar no mesmo lugar.

Chega uma hora que migrar é preciso, com outras pessoas, novos "caminhos", outros anseios. Não é necessário mudar o caminho, mas sim, a forma de caminhar.

"CAMINHAR É PRECISO " Julimar Chaves


http://www.youtube.com/watch?v=RxuQEh8uFjo

http://www.youtube.com/watch?v=6w9hro6B1tQ


http://www.youtube.com/watch?v=lAwKT4ONEME&feature=related


http://www.youtube.com/watch?v=HLjTvVXoqvA

























sábado, 6 de fevereiro de 2010

A NORMALIDADE DA VIDA


A Normalidade da vida

A vida para algumas pessoas é muito complexa, para outros bela, linda. Há ainda os extremistas e dramáticos que a acha recheada de segredos, oro outros, tristemente a comparam a um café frio e amargo, você conhece aquela frase “este café está como á vida frio (a) e amargo (a).” Um café frio e amargo, um labirinto, um ateia de aranha, uma cilada. Como você encara a vida? Você já ouviu a expressão “o meu ponto de vista”. Pois é o ponto de vista de cada um, depende da vista de cada ponto. Talvez você esteja vivendo ou lendo a vida de uma maneira “bifurcada, trifurcada”, diferente, baseando se no seu ponto de localização. Não pretendo explanar aqui uma explicação para o que você está vivendo ou como você deverá encarar a vida, mas deixarei aqui uma provocação.

“Não tenho mais a pretensão de entender o que está por trás do mistério das perdas que sofri. E desconfio um pouco de quem tenta me fornecer uma explicação”.

Este trecho faz parte da mensagem “Recomeços” postada em 10 de janeiro de 2010, nele tentei e expus como foi e tem sido o meu processo de superação da muitas perdas que sofri, e desse processo aprendi a compartilhar com o mundo, a forma tão normal e simples de como eu tenho me tornado resiliente a cada dia.

Fracasso, triste iniciar um texto com esta palavra, mas podemos começar por ai, pois aprendemos que nunca devemos fracassar perder, que devemos ser sempre fortes e num processo inverso daquilo que nos é ensinado vamos ficando a cada dia mais medrosos, hoje as pessoas tem medo do medo, o medo de não ser aquilo que a sociedade espera medo de não corresponder aos pais, aos irmãos, ao cônjuge, ao outro.

Fracassar faz parte da trajetória. Quedas fortalecem a caminhada desde que se perceba a queda e que se compreenda que ninguém, a não ser eu mesmo, é responsável por ela.

Não sei estou escrevendo claro, mas o que eu quero dizer é que não é preciso ter desculpas para um namoro que fracassou um negócio que não deu certo, a postergação do sonho de passar no vestibular ou concurso. Essa perdas são como franjas quer hão de enfeitar a tessitura da vida se forem percebidas como pausas de uma trajetória, como o recomeçar de uma amizade em que ficou faltando ternura e que foi por isso que a lenha foi se consumindo sem ser substituída.

O medo do fracasso começa, jogando fora a beleza do erro. Como bem expressou Oswald de Andrade: Quero a contribuição milionárias de todos os erros. Somos humanos, é isso que somos, e é isso que nos faz docemente carentes uns dos outros. Somos humanos e crescemos quando aprendemos a viver. E isso será sempre um aprendizado seguido de outro aprendizado. Tudo humano. Cheio das imperfeições e das imprecisões da humanidade. Nada de cenários falsos, perfeitos. Vida. É de vida real que precisamos, de mudanças de temperatura, de humor, de cenários verdejantes ou outros que nos emprestem um pouco de poesia nesta travessia, ou eu posso dizer “um olhar simples da vida”. Como bem eternizou em versos o poeta gaúcho Mário Quintana: Eu quero apenas a simplicidade da água bebida na concha da mãos.

Amigos, a vida não é simples, não é bela, não é complicada. A vida é aquilo que você vê do seu ponto de vista, mas você sabe onde está, como está o ponto de sua vista? Gostaria de terminar este texto citando versos do meu filosofo do coração:

Ninguém pode construir em teu lugar as pontes


que precisarás passar para atravessar o rio da vida


_ ninguém, exceto tu, só tu.


Existem, por certo, atalhos sem-número, e pontes,


e semi-deuses que se oferecerão para levar-te


além do rio; mas isso te custaria


a tua própria pessoa:


tu te hipotecarias e te perderias.


Existe no mundo um único caminho


por onde só tu podes passar. Onde leva?


Não perguntes, segue-o. (Friedrich Nietzsche)



Você vai CONTINUAR PERGUNTANDO ou vai seguir o SEU CAMINHO? Infelizmente eu conheço pessoas que não seguiram o caminho, mas continuaram perguntando, hoje essas pessoas têm 74, 82 anos de idade e continuam perguntando, talvez passe mais 80 anos e elas continuem perguntando... ( grifo do autor)


Existe no mundo um único caminho


por onde só tu podes passar. Onde leva?


Não perguntes, segue-o







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